Redução do preço da gasolina pela Petrobras não chega aos postos, aponta ANP

Redução do preço da gasolina pela Petrobras não chega aos postos, aponta ANP

Valor médio do litro da gasolina no país passou de R$ 3,765 na semana passada para R$ 3,766 nesta semana. Já o preço do diesel e do etanol caíram.

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O preço da gasolina nos postos de gasolina subiu nesta semana, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (3) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que aponta que a redução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias ainda não chegou ao consumidor.

Segundo a pesquisa, o valor médio do litro da gasolina no país subiu de R$ 3,765 na semana passada para R$ 3,766 nesta semana. Na última pesquisa divulgada antes do reajuste anunciado pela Petrobras, o preço médio estava em R$ 3,774 – maior valor desde o início da nova política de preços da estatal, anunciada em outubro. Em duas semanas, o recuo foi de apenas 0,22% e não chegou a 1 centavo.

Na última sexta-feira (27), os preços da gasolina e do diesel cobrados pela Petrobras nas refinarias foram reduzidos, respectivamente em 1,4% e 5,1%. Pelos cálculos da estatal, se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, o preço da gasolina nas bombas cairá em 0,4%, ou 2 centavos por litro. Já o valor do diesel diminuirá 2,6%, ou 8 centavos por litro.

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Etanol e diesel

O preço do diesel, por outro lado, caiu após 3 semanas seguidas de alta, passando de R$ 3,121 o litro para R$ 3,112 (queda de 0,29%).

 Já o preço do etanol caiu pela segunda semana consecutiva, passando de R$ 2,929 o valor médio do litro para R$ 2,920 (recuo de 0,31%).

A pesquisa da ANP foi feita entre os dias 29 de janeiro a 3 de fevereiro. A agência consultou 5.673 postos para calcular a média de preços da gasolina, 5.110 para o etanol e 3.571 para o diesel.

Nova política de preços da Petrobras

Desde outubro, a Petrobras pratica uma nova política de definição de preços dos combustíveis, com reuniões mensais para definir os valores da gasolina e do diesel cobrados nas refinarias. Na reunião anterior, realizada no dia 5 de janeiro, a Petrobras tinha aumentado o preço do diesel e mantido o da gasolina.

Na prática, o preço da gasolina e do diesel passou a flutuar como uma commodity no mercado nacional, alternando quedas e baixas, refletindo tanto os preços internacionais como também o câmbio e concorrência da Petrobras.

Na primeira reunião, em outubro do ano passado, a estatal reduziu em 3,2% o preço da gasolina e em 2,7% do diesel nas refinarias. No mês seguinte, fez uma nova redução na gasolina e diesel, respectivamente, de 3,1% e 10,4%.

Em dezembro, a empresa reverteu a tendência de queda e elevou os preços do litro da gasolina (8,1%) e diesel (9,5%). Na primeira reunião de 2017, no dia 5 de janeiro, a estatal manteve o preço da gasolina e elevou em 6,1% os valores cobrados pelo litro do diesel nas refinarias.

Composição de preços ao consumidor

Segundo a Petrobras, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, os preços cobrados nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. “Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”, explica a estatal.

Os postos de gasolina repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia do combustível. Além da gasolina pura comprada de refinarias, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor, em proporção determinada por legislação.

As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor.

Fonte: G1

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